Linha emergencial de crédito para folha de pagamento pequenas e médias empresas

Já está disponível uma linha de crédito emergencial para folha de pagamento de pequenas e médias empresas. Empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões tem direito.

Esta linha pode auxiliar muito as empresas a preservarem o fluxo de caixa, havendo ainda linhas disponíveis para Capital de Giro para pagamento de outros Custos Fixos e Variáveis.

Coronavirus: Capital de Giro do BNDES Já Está Disponível

Como funciona a linha de crédito para folha de pagamentos?

Esta linha de crédito foi disponibilizada pelo BNDES para ajudar as empresas a pagarem os salários dos próximos dois meses. Funciona da seguinte forma:

  1. A empresa toma um “empréstimo” através de seu próprio banco, no valor total da folha de pagamento de 2 meses
  2. O valor é limitado a dois salários mínimos (R$ 2.090,00 por funcionário). Salários acima deste limite podem ser complementados pela empresa ou negociados com o funcionário.
  3. O banco fará os depósitos diretamente na conta dos funcionários (necessário que a conta esteja no CPF do funcionário)
  4. Esta linha tem carência de 6 meses, isto é, a empresa começará a pagar este empréstimo ao banco apenas 6 meses depois e dividido em até 30 parcelas (ver condições do banco para o número de parcelas).
  5. Esta linha tem juros de 3,75% a.a. (praticamente apenas inflação) e os juros começam a contar após os 6 meses de carência.
  6. A empresa não poderá demitir os funcionários durante estes 2 meses.

Coronavírus Crédito para Pequenas Empresas

Quem pode utilizar esta linha de crédito?

Empresas:

  • Ter faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões de reais
  • Ter a folha de pagamento legalizada, isto é, com funcionários registrados pela CLT. Funcionários sem registro não têm direito.

Funcionários:

  • Estarem trabalhando com carteira assinada (CLT)
  • Quem trabalha como M.E.I (microempreendedor individual) não tem direito.

Como solicitar a linha de crédito para folha de pagamento?

As empresas poderá acessar esta linha de crédito através de seus bancos ou através da Caixa.

O site do BNDES ainda está informando que esta linha está em estruturação, porém bancos como o Itaú já estão disponibilizando para seus correntistas.

Entre em contato com seu banco para avaliar:

  1. Se a linha de crédito para folha de pagamento já está disponível
  2. Qual a documentação exigida para a aprovação do empréstimo
  3. Quais as garantias que a empresa pode oferecer (avaliar também Fundo Garantidor de Investimento).

Precisando de uma Consultoria Financeira para este período difícil de quarentena do coronavírus, conte conosco. Acesse: www.cesarnc.com.br

Consultoria Empresarial César NC

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Coronavirus: 6 Providências que Ajudaram Pequenas Empresas na Quarentena

Meus clientes, que se prepararam antes da vigência da quarentena do coronavirus, diminuíram prejuízos e preservaram seus fluxo de caixa. Desta forma, serão as empresas que vão alavancar as vendas mais rapidamente após a crise.

Já no dia 16.03 (há quase duas semanas), me antecipando aos boatos de uma quarentena, comecei a preparar meus clientes de consultoria , revendo suas contas e preparando alguns cenários para tentarmos navegar através de uma (então) possível quarentena pela pandemia do coronavírus, que poderia impactar em seus faturamentos, fluxo de caixa e pagamento de salários.

Tomadas todas as providências, que descrevo mais adiante, hoje, todos os meus clientes estão com dificuldades, sim, mas os estamos mantendo com uma boa saúde financeira e a necessidade de uma tomada de Capital de Giro já foi reduzida.

Destaco aqui as 6 principais providências que tomamos em todos os casos e, mais abaixo, descrevo 3 casos de empresas e como elas estão passando pela quarentena.

6 Providências para proteção do Capital de Giro e Fluxo de Caixa de Pequenas Empresas

16.03 – Disparamos as Ações de Proteção do Fluxo de Caixa.

Queda Das Vendas de Pequenas Empresas

  1. Atualização do Fluxo de Caixa projetado dos clientes, com geração de cenários de redução de vendas em 25%, 50%, 75% e 100%.
  2. Estudamos até que nível de queda de vendas cada uma das empresas aguentaria e por quanto tempo. Em todos os casos com projeção de atrasos de pagamentos e interrupção total de investimentos.
  3. Colocamos como prioridade a manutenção dos empregos dos funcionários.
  4. Preventivamente, represamos dinheiro da empresa já com atraso de algumas contas (caso-a-caso), desta forma invertendo o fluxo de caixa projetado (dinheiro na mão e pagamentos depois).
  5. Interrompemos TODOS os investimentos que as empresas estavam fazendo ou planejando. Em especial campanhas de impulsionamento para a conquista de novos clientes. Já vislumbrávamos um desperdício desnecessário de dinheiro em um ambiente de provável queda brusca de faturamento por força maior.
  6. Tomamos orientações de um advogado associado, para entendermos riscos jurídicos a que nossos cenários estavam sujeitos.

Fluxo de Caixa de Pequenas Empresas Durante Pandemia do Coronavírus

Neste dia ainda não tínhamos uma ideia clara de como a epidemia atingiria o Brasil, nem tampouco os negócios. Mas o risco de uma quarentena total ou parcial, nos despertou para que tomássemos providências antecipadamente.

Neste mesmo dia, escrevi um artigo aqui no blog, alertando empresas com estratégias para minimizar os impactos da pandemia do Coronavírus. 

17.03 a 21.03 – Vigilância sobre notícias da pandemia e movimentos dos Governos Federal, Estadual e Municipal.

Neste dia, O Ministério da Economia anunciou medidas para ajudar pequenas empresas, postergando a data de pagamento do FGTS e do Simples Nacional.

Esta ação do governo obviamente tem POUQUÍSSIMO impacto financeiro nas empresas, pois apenas os vencimentos a partir de abril (daqui a um mês) é que seriam afetados.

Nossa interpretação foi de que o Governo estava iniciando um longo processo de socorro às empresas, obviamente começando devagar para então complementar com mais ações.

De nossa parte, mantivemos a vigilância sobre os movimentos diários de nossos clientes. Apenas um deles teve uma pequena queda. Tudo normal para os demais.

No dia 19.03, publicamos o artigo Coronavírus: 3 Ações Emergenciais Para Conter o Prejuízo de Sua Empresa Durante a Quarentena, já com a percepção de que as pequenas empresas deveriam iniciar medidas emergenciais, que já estávamos tomando havia 3 dias.

O Governador João Dória anuncia quarentena no Estado de São Paulo a partir da terça-feira seguinte (24).

Imediatamente tomamos a iniciativa de rever as previsões para baixo.

22.03 (Domingo)

BNDES Crédito Pequenas Empresas

BNDES anuncia pacote de R$ 5 bilhões para Capital de Giro de Pequenas Empresas

O Prefeito de Campinas Jonas Donizette baixa o Decreto de quarentena que se iniciaria já no dia seguinte (23), impondo o fechamento da quase totalidade das atividades econômicas da cidade.

A partir do dia 23, quando se iniciou a quarentena do coronavírus em Campinas, começamos a trabalhar no monitoramento de cada uma das empresas em suas necessidades específicas dependendo dos impactos que teriam. Destaco os casos abaixo:

1)- Empresa de prestação de serviços em residências e empresas

Já na semana do dia 16.03 a empresa tinha Contas a Receber suficientes para sustentar um Fluxo de Caixa de 60 dias, sem precisar revisar salários, contas, etc. Apenas interrompeu investimento (não iniciado) em Campanhas online de branding e geração de leads.

No dia 23.03 o administrativo foi para home office. Não houve necessidade de providências que afetassem seus rendimentos.

Até o dia de hoje (28), a empresa já fechou alguns negócios que irão auxiliar na manutenção do caixa por um período entre 60 e 75 dias sem a necessidade de atrasos ou captação de dinheiro.

2)- Empresa de manutenção de veículos

A atividade desta empresa foi liberada pela Prefeitura. Desta forma, sabíamos que não haveria uma queda de 100% no faturamento (lockdown), porém tínhamos uma enorme incerteza sobre qual seria a queda do movimento e das vendas.

As características de um ambiente de incerteza eu descrevi neste artigo, de 20.03.

Desta forma, optamos por um cenário de redução de vendas em 50% para tomar as decisões de ordem financeira.

Nesta empresa foram necessárias as seguintes ações:

  • Renegociação do aluguel com vencimento próximo
  • Atraso de contas selecionadas
  • Colocação de 3 funcionários em férias (dois com férias vencidas e uma antecipada, conforme autorização do Governo Federal)
  • Providenciar a aprovação de Linhas de Capital de Giro junto aos bancos privados e acessar a linha BNDES Crédito Pequenas Empresas de forma PREVENTIVA. Isto é, caso haja a necessidade de um aporte de capital de giro, a empresa já teria linhas aprovadas.

Até o dia de hoje, a empresa teve uma queda de 23% no faturamento médio semanal, resultando em um cenário não tão ruim como havíamos planejado.

Como consequência de nossa atuação com um cenário pior (queda de 50%), a empresa a partir da próxima semana começará a pagar contas que foram atrasadas, na medida em que vamos monitorando o movimento das vendas.

3) Indústria de Serviços de Usinagem

Com esta empresa eu havia recém iniciado uma estratégia de Marketing Digital (site, redes sociais, campanha Google Ads) para alavancar as vendas no curto prazo e melhorar a estratégia de branding e comunicação posteriormente.

Este investimento foi interrompido no dia 17.03, 6 dias antes do início da quarentena, desta forma represando caixa para o período de incerteza a frente.

Impacto da Quarentena do Coronavírus

No caso da empresa Nº 2, o completo fechamento da empresa acarretaria:

  • Perda de 100% do faturamento
  • Perda catastrófica da capacidade de pagamento de fornecedores em 14 dias
  • Necessidade de redução de salários, carga de trabalho e demissões

Estratégias para a semana 30.03 a 06.04

  • Teremos mais informações sobre o funcionamento da linha de Capital de Giro do BNDES para pequenas empresas
  • Reavaliaremos as necessidades de meus clientes de captação de dinheiro , a partir da análise de diversos cenários
  • Vamos manter um monitoramento constante da evolução da pandemia do coronavírus, com informações diretas do Ministério da Saúde
  • Vamos manter um monitoramento constante das ações do Ministério da Economia, que possam impactar nos negócios de nossos clientes.
  • Vamos manter vigilância sobre as ações do Governado Estadual e Minucipal, quanto ao possível relaxamento da quarentena em 07.04 (SP) e 12.04 (Campinas).

Embora tenhamos optado pela priorização do emprego, não podemos descartar a opção de realizar demissões.

O objetivo final do meu trabalho é o de preservar a capacidade de operação dos meus clientes.

O que as pequenas empresas devem fazer?

  • Rever suas contas, fluxo de caixa, dias de caixa em diversos cenários de redução de faturamento
  • Renegociar custos fixos mais pesados, como alugueis.
  • Tomar ações preventivas com os funcionários, podendo impor ou não a redução de salários durante o período de crise.
  • Alinhar linhas de crédito com bancos privados e estatais de forma preventiva. Deixar estas linhas disponíveis CASO o ambiente econômico piore ainda mais.
  • Avaliar a linha de crédito do BNDES para folha de pagamento.
  • Interromper todo e qualquer investimento (fixo, marketing) para preservar caixa

    Consultoria Ajuda Pequenas Empresas Durante Coronavírus

Vamos em frente!

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Coronavirus: Capital de Giro do BNDES Já Está Disponível

Capital de Giro BNDES

A linha de crédito e Capital de Giro para socorro de fluxo de caixa das empresas, anunciada pelo Governo Bolsonaro, já está disponível através do “BNDES Crédito Pequenas Empresas”, com carência de 24 meses e prazo total de 5 anos.

O objetivo principal desta linha de crédito é a manutenção dos empregos, isto é, visa ajudar Micro, Pequenas e Médias Empresas a manterem o pagamento de salários em dia e evitar demissões.

Se você está interessado no BNDES Pequenas Empresas e não sabe como fazer, acesse meu site e entre em contato comigo para vermos como podemos te ajudar.

Como solicitar o Capital de Giro do BNDES?

A linha específica para Capital de Giro do BNDES Pequenas Empresas é “repassada” através dos bancos. Entretanto, você pode iniciar o processo de solicitação diretamente através do site do BNDES.

Neste link acima, você deverá digitar o CNPJ de sua empresa e, nas páginas seguintes, preencher as informações solicitadas.

Capital de Giro para Micro e Pequenas Empresas BNDES

Após este processo, o próprio site identifica quais bancos sua empresa tem conta e já redireciona sua solicitação para lá. Provavelmente já solicitará sua agência e conta.

“Sua solicitação de financiamento será encaminhada a um agente financeiro credenciado no BNDES e está sujeita a análise de crédito de acordo com a política operacional do agente financeiro. “

Ao final da solicitação, o site apresenta estas informações:

Como Solicitar Capital de Giro BNDES

Documentos Necessários

As empresas interessadas na captação de Capital de Giro do BNDES Pequenas Empresas, devem apresentar os seguintes documentos:

  • Faturamento dos meses 12/2019, 01/2020 e 02/2020 (veja com seu contador)
  • Protocolo de entrega da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais)
  • Certidão Negativa de Débitos INSS
  • Certificado de Regularidade do FGTS
  • Documentação da Garantia oferecida.

Sobre os documentos para Solicitar Capital de Giro

Caso sua empresa não esteja regularizada com a RAIS, INSS e FGTS, você deve providenciar esta regularização antes de realizar a solicitação do empréstimo. Em casos em que as dívidas não seja excessivas, vale à pena deixá-las em dia neste momento, para aproveitar oportunidades como esta.

Garantia e Fundo Garantidor de Investimento (FGI)

Esta operação de crédito exige a entrega de um bem como garantia. Normalmente imóveis, automóveis ou outros bens que o banco aceite. O limite do valor do empréstimo será o valor da garantia.

Caso a necessidade de Capital de Giro da Empresa esteja acima das garantias que ela tem para oferecer, ela pode utilizar o FGI, o Fundo Garantidor de Investimento do BNDES.

Esta é uma ferramenta do BNDES que sua empresa pode contratar e que será a garantidora (como se fosse um fiador ou avalista). Veja como funciona no link acima.

Caso tenha interesse em agilizar este processo, podemos te ajudar. Acesse minha página específica com informações do BNDES Pequenas Empresas. 

Como Reverter a Crise e Alavancar Suas Vendas?

A melhor, mais barata e mais rápida ferramenta para Micro e Pequenas Empresas retomarem seus negócios é o MARKETING DIGITAL.

Um site, uma campanha no Google Ads e algumas postagens no Facebook e você já começa a ver resultados imediatos.

Depois desta fase, sua empresa pode (e deve) continuar com uma boa presença digital para crescer cada vez mais.

Veja como funciona nossa área de Marketing Digital clicando aqui. 

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Como minimizar os impactos do Corona Virus nos negócios de sua empresa?

Conte Comigo. Se tiver qualquer dúvida, meu WhatsApp é (19) 9 7172 1900.

Vamos em Frente!

Consultoria Empresarial em Tempos de Coronavirus

 

 

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Coronavírus – Ajuda do Governo Dória Não Atende a Maioria das Pequenas Empresas

As quarentenas impostas em resposta à pandemia do Coronavírus, por parte do Governo do Estado de São Paulo e falta de opções de crédito adequadas já estão tendo impacto desastroso para micro e pequenas empresas. Com a recusa do Governador João Dória em aliviar a quarentena por questões políticas, micro e pequenos empresários estão largados à própria sorte, com queda de faturamento entre 70% e 100%.

Coronavirus trará prejuízos às Micro e Pequenas Empresas
Governador de SP João Dória

Este prejuízo deve ser generalizado entre imobiliárias e outras empresas que já estão sofrendo com a falta de pagamento do que são os Custos Fixos das Pequenas Empresas.

O momento agora é de preservação do FLUXO DE CAIXA das micro e pequenas empresas, para que elas possam auxiliar a sociedade na manutenção do emprego e renda.

Em coletiva no dia de ontem (25.03) o Secretário Henrique Meirelles indicou o Desenvolve SP (banco de fomento à empresas do Estado de São Paulo) como uma opção fácil para que as pequenas empresas levantem capital de giro suficiente para o período de quarentena.

Esta postura do Governador Dória e do Secretário Meirelles demonstra que o Governo do Estado de São Paulo está completamente descolado da realidade dos micro e pequenos empresários.

A linha de crédito do Governo Dória não é simples, nem fácil, nem barata. Aliás é praticamente impossível para 90% das micro e pequenas empresas de São Paulo.

Desenvolve SP – A “Solução Dória”

A linha de crédito para socorro de micro e pequenas empresas, oferecida pelo Governo do Estado de São Paulo, tem carência irrisória de 4 meses e prazo total de pagamento de 42 meses (total de 46 meses, ou 3 anos e 10 meses).

A taxa de juros é “a partir de (?)” 1,03% ao mês, o que está muito longe de ser um crédito barato como disse a equipe do Governador João Dória.

O prazo total é razoável, mas a carência de 4 meses está completamente fora da realidade. As empresas não têm a mais remota previsão de quando voltarão ao normal, terão acumulado entre 100% e 200% do faturamento em contas atrasadas e não terão condições de se erguerem a tempo de começarem a pagar o empréstimo do Desenvolve SP em 4 meses.

Quem pode usar o crédito do Desenvolve SP?

Outro fator que torna a – pretensa – ajuda do Governo Dória às micro e pequenas empresas completamente fora da realidade é o nível de exigência de cadastro imposto pelo Governo.

As empresas terão cadastro avaliado por:

  • Certidão Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União (CND) ou Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CPEND) emitida junto a Receita Federal;
  • Comprovante de entrega da Relação Anual de Informações Sociais (Rais);
  • Certificado de Consulta de Regularidade do Empregador, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS – CRF);
  • Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais (Cadin – Estadual).

Quem vive a realidade das micro e pequenas empresas, como eu faço todos os dias como Consultor Empresarial, sabe que a monstruosa maioria delas está com pendências com tributos como o Simples e os benefícios como o FGTS e o INSS.

Desta forma, o Governo Dória está apoiando – apenas – empresas de maior porte, com faturamento acima de R$ 1 milhão mensal. Empresas típicas, com faturamento entre R$ 80.000 e R$ 200.000 reais não terão qualquer apoio do Governo de São Paulo.

Qual a Melhor Opção de Crédito para Capital de Giro para Pequenas Empresas

A melhor opção para Crédito para Pequenas Empresas é a oferecida pelo Governo Federal, através do BNDES. Esta ajuda foi anunciada pelo Ministro Paulo Guedes no último domingo (22.03) e já está completamente disponibilizada na rede bancária do país.

Muito embora haja uma compreensão do Presidente Jair Bolsonaro, quanto à necessidade de serem revistas as quarentenas da pandemia do Coronavírus, vários governadores e prefeitos, entre eles o Governador João Dória, estão mantendo a imposição de isolamento social horizontal (isto é, para toda a população).

Então, para micro e pequenas, a opção do BNDES vem em excelente momento, pois oferece 24 meses de carência (6 vezes mais que o Desenvolve SP) e prazo total de 60 meses (30% acima da opção do Governo Dória).

Esta linha de crédito está sendo operacionalizada através dos bancos e o empresário pode acessar informações diretamente no site do BNDES.

Vamos em frente!

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Como Alavancar Suas Vendas Após a Quarentena do Coronavirus

Retomar a rotina de micro e pequenas empresas, após o fim da pandemia do coronavírus impõe o desafio de alavancar rapidamente as vendas, para minimizar os prejuízos causado pela quarentena. O Marketing Digital é uma excelente ferramenta nesta etapa, pois é rápida e de baixíssimo custo.

Marketing Digital para Alavancar Suas Vendas Após o Coronavirus

Houve uma “queda na atividade econômica” em todo o país e muitas empresas estão total ou parcialmente paralisadas nestes dias. Já estão com seus fluxos de caixa comprometidos e provavelmente com algumas ou muitas contas atrasadas (fornecedores, aluguel, salários, custos fixos, etc).

Desta forma, quanto mais rapidamente elas conseguirem vender no período após o corona vírus, mais rapidamente elas pagarão as contas em atraso e mais rapidamente voltarão à normalidade.

Embora algumas medidas tenham sido tomadas pelo Governo para auxiliar as micro e pequenas empresas, há a parte em que dependerá do dono da empresa nesta recuperação financeira.

Empresas que já tinham e mantiveram uma boa estratégia de marketing digital para aumentar suas vendas, serão as primeiras beneficiadas.

Aposte no Marketing Digital para alavancar suas vendas após o coronavírus

Recuperação das Vendas com Marketing Digital

Uma estratégia de Marketing Digital bem elaborada, com foco no aumento de vendas, bem dimensionada e controlada ajudarão sua empresa a retomar os negócios rapidamente.

O Marketing Digital é composto por 3 coisas principais.

  1. Site

Sua empresa deve ter um site bem feito, mostrando claramente o que sua empresa faz, a região em que atua, telefone e outras formas de contato, os produtos e serviços que vende. Não é necessário ter uma loja virtual.

2. Páginas em Redes Sociais

O Facebook e o Instagram são duas plataformas excelentes para que você mantenha o contato com seus clientes, divulgue seus produtos, serviços, promoções. Sempre redirecione suas postagens para o seu site. Assim você começa a construir uma “relevância”, ou seja, os mecanismos de busca, como o Google, começam a perceber sua empresas como “relevante” naquele produtos, serviço e na sua região de atendimento

3. Campanhas GoogleAds e Facebook

Os impulsionamentos são parte fundamental em uma estratégia de marketing digital. Você define especificamente o publico que quer atingir, definindo gênero, faixa etária, localização (bairro, cidade, estado, etc) e também seleciona interesses específicos.

Desta forma, as campanhas têm custo baixo pois você paga apenas por cliques na sua publicação. E atingirá apenas o público que te interessa.

Conheça meu trabalho de Marketing Digital para Micro e Pequenas Empresas

César NC Marketing Digital em Campinas

Ao longo de vários anos eu acompanhei a evolução do mundo digital, da internet, o aparecimento das Redes Sociais e a verdadeira revolução digital trazida pelo Google.

Complementando minha área de  Consultoria Empresarial, eu trabalho como empresa de marketing digital, no desenvolvimento de sites, páginas em redes sociais e campanhas de impulsionamento com foco exclusivo no aumento de vendas, seja com a atração de novos clientes, lançamento de novos produtos ou comunicação com clientes existentes.

Acesse meu site aqui, para conhecer melhor deste assunto. Ou entre em contato diretamente comigo pelo WhatsApp (19) 9 7172 1900.

Vamos alavancar sua empresa rapidamente após a quarentena do coronavírus!!!

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Coronavirus: BNDES anuncia Capital de Giro para Micro e Pequenas Empresas

Coronavirus BNDES anuncia Capital de Giro para Micro e Pequenas empresas

No dia de ontem (22.03) e em decorrência da quarentena do Coronavírus, o BNDES anunciou, entre outras, uma linha de crédito para Micro e Pequenas Empresas, que totalizam R$ 5 bilhões de reais, com 24 meses de carência.

Conforme estou divulgando aqui já há alguns dias, o governo vem atuando com medidas que sustentem o fluxo de caixa de micro e pequenas empresas, nesta época de quarentena do coronavirus.

Os objetivos destas medidas são: a) a manutenção dos empregos, isto é, evitar que as MPEs tenham que demitir nesta época e b) a sustentação do fluxo de caixa da empresa para pagamentos totais ou parciais de seus custos fixos e variáveis.

Linha de Crédito Emergencial Coronavirus

A linha de crédito para micro e pequenas empresas, anunciada pelo BNDES, será repassada através da rede bancária.

No momento em que escrevo este artigo, o BNDES está informando que esta linha estará “vigente a partir da comunicação formal aos agentes financeiros credenciados, emitida por circular a ser encaminhada em breve”.

Característica desta linha de crédito são:

  • Para microempresas, pequenas empresas e empresas de até R$ 300 milhões de faturamento anual
  • Carência de 24 meses, prazo total de 60 meses
  • A empresas não precisa especificar a destinação dos recursos.

Desta forma, as empresas terão a possibilidade de sustentar seus fluxos de caixas (custos fixos e variáveis) no período de forte queda de faturamento e no período de retomada das vendas. E este suporte COMEÇARA A SER PAGO daqui a 2 anos e dividido em 36 meses (totalizando 60 meses de prazo total).

A não necessidade de especificar a destinação dos recursos, possibilita o uso do capital diretamente para pagamento de salários, fornecedores, contas a pagar correntes e futuras.

Ainda não há informações sobre necessidade de garantia / avalista / fiador, taxa de juros, taxas de contratação e também não há informações sobre como será aprovação de cadastro (mais ou menos burocrático)

Volto assim que tivermos mais informações.

Como eu e meus clientes estamos trabalhando?

Tenho clientes de áreas de atuação muito diferentes. Com todos eles, porém, já sentamos na semana passada para estudar seus prejuízos em vários cenários. (crise mais longa, menos longa, queda de venda em 25%, 50%, 75%).

Desta forma “estressamos” o fluxo de caixa da empresa e depois fazemos uma priorização dos pagamentos, nesta ordem em geral:

1. Empregos e Salários de Funcionários

  • Pagamento de salários e manutenção de empregos
  • Férias imediatas estejam vencidas ou não. O pagamento das férias negociados.

2. Pagamentos de Fornecedores

  • Empresas que não vão parar, mas vão funcionar com queda de vendas estamos priorizando fornecedores essenciais para manutenção destas operações específicas.
  • Fornecedores fora da prioridade sendo contatados e comunicados de possíveis atrasos nos pagamentos.

3. Pagamento de Aluguel

  • Suspensão do pagamento de alugueis, quando representarem mais de 10% do faturamento mensal da empresa.
  • Redução, negociação de alugueis que representam menos de 10% do faturamento
  • Manutenção do pagamento de aluguel em caso de única fonte de renda do locador

4. Contas Mensais

  • Atraso no pagamento de contas de luz, gas, água. Dinheiro guardado e destinado ao pagamento de salários.

Capital de Giro

Permanecemos trabalhando para evitar a tomada de empréstimos neste momento e atentos às notícias. Uma tomada de empréstimo agora deve ser muito bem considerada, principalmente no total emprestado.

Depois da crise, será mais fácil renegociar contas com fornecedores.

E será impossível deixar de pagar um empréstimo de grande banco se for mal feito hoje.

Vamos em frente. Para onde vamos um, vamos todos!

www.cesarnc.com.br

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Coronavírus: Risco x Incerteza e o que Micro e Pequenas Empresas Devem Fazer?

Risco e Incerteza na pandemia do coronavirus

A crise econômica disparada com a quarentena do coronavírus, que está causando queda acentuada no faturamento das micro e pequenas empresas traz à tona os conceitos de Risco e Incerteza, que afetam desde as bolsas de valores internacionais até a sua empresa.

O momento em que vivemos agora é de incerteza, não de risco. O lado bom disso é que uma queda da economia baseada na incerteza se reverte mais rapidamente do que quedas baseadas na percepção de risco.

Ambos risco e incerteza são “percepções”, isto é, todos os agentes econômicos (investidores, consumidores, micro e pequenos empresários) agem preventivamente porque percebem que algo ruim vai acontecer.

Estas ações preventivas, porém, são muito diferentes quando a percepção é de risco ou de incerteza.

Ambiente de Risco

Um ambiente em que há uma percepção de “risco” econômico está associado à capacidade que temos de calcular o tamanho dos prejuízos que devem acontecer.

Ou então, conseguimos atribuir probabilidades para os prejuízos de forma mais clara (porém não precisa) do que no ambiente de incerteza.

A crise econômica de 2008, que se iniciou nos Estados Unidos, foi disparada pela clara percepção de risco que apareceu quando a queda nos valores de imóveis dados em garantias de financiamento (hipotecas) demonstrou que estas garantias não eram mais suficientes para cobrir os prejuízos do banco caso muitos clientes não pagassem seus financiamentos.

Risco e Incerteza durante a quarentena do Coronavírus
Na crise de 2008, rapidamente calculamos o tamanho do prejuízo. Mas seus efeitos duraram por muito tempo.

Desta forma, o risco pode ser calculado, pois soube-se rapidamente quantos bilhões de dólares estes bancos poderiam perder.

O que se seguiu foi um pânico generalizado, com quedas recordes da Bolsa de Nova Iorque que dispararam quedas de todas as bolsas do mundo.

A solução para a reversão deste ambiente de risco, foi a injeção imediata de US$ 800 bilhões de dólares para resgate dos bancos envolvidos (e posteriormente mais alguns bilhões, totalizando mais de US$ 1 trilhão de dólares).

Como é possível “calcular” o tamanho do estrago, é possível resolvê-lo com injeção de dinheiro.

O grande problema do ambiente de risco é que, uma vez calculado e com providências tomadas, o medo permanece por muito tempo e a retomada da vida normal é muito demorada.

Os agentes econômicos têm a tendencia de se retrair em consumo, investimento, por medo de que haverá uma segunda onda ou até que se verifique outros setores da economia, se estão ou não à beira de desabar em algo parecido.

Ambiente de Incerteza

Coronavirus - Risco e Incerteza para micro e pequenas empresas durante a quarentena
Na crise do coronavírus, sabemos que o problema irá passar, mas não sabemos quando. Depois disso, a vida normal volta rapidamente.

Já o ambiente de “incerteza”, que é o que vivemos agora, se caracteriza pela nossa impossibilidade de calcular precisamente o “tamanho do estrago”.

Nos temos absoluta certeza de que o problema irá acabar (a epidemia VAI PASSAR), mas não sabemos QUANDO. Pode ser demorado, mas pode ser rápido também. É apenas INCERTO. Sendo assim não podemos calcular se o prejuízo será maior (se demorar muito) ou menor (se demorar pouco).

Neste momento, temos incerteza sobre:

  • Quantos casos haverá no Brasil durante a crise?
  • O nosso Sistema de Saúde (público e privado) tem capacidade de absorver todos os casos simultaneamente?
  • Se o Sistema de Saúde não absorver, corremos risco de desordem social?
  • Durante quanto tempo teremos aumento do número de casos?
  • Quando começará a diminuir o número de casos novos?

Veja que o fator “tempo” está presente em todas as nossas incertezas. Sendo assim, simplesmente não temos como saber se tudo irá melhorar na semana que vem ou daqui a dois meses.

A tendência é de que quanto mais tempo um ambiente de certeza dura, mais prejuízos ele vai gerar. Portanto, neste momento, é impossível se calcular “com quantos bilhões eu resolvo essa coisa”.

As melhores ações que se pode fazer num ambiente de incerteza são:

Haverá mais medidas de ajuda do governo? Se precisar, sim.

De quanto será a ajuda? De quanto precisar no momento.

Assim é que lidamos com ambientes de incerteza, mas como a sua empresa deve agir neste momento, baseado nas incertezas que nós já temos?

Como as Micro e Pequenas Empresas devem agir durante a quarentena do Coronavirus

No ambiente atual de incerteza em que o principal fator que não sabemos é o TEMPO, então as melhores práticas devem ser aqueles que resolvam o problema DESTE MOMENTO, baseado no que está acontecendo NESTE MOMENTO.

  • Se sua empresa está com queda de movimento e queda de vendas agora, então seu fluxo de caixa está piorando agora. Não sabemos quando o movimento irá melhorar. Sendo assim, adote ações que preservem o caixa da empresa, conforme oriento neste artigo.
  • Se sua empresa não teve queda de vendas ou não foi muito grande, então identifique rapidamente POR QUE seus clientes estão se comportando assim e continuam comprando ou consumindo de você. Com esta percepção, você poderá saber se você passará pela quarentena sem problemas ou se os motivos que seus clientes estão comprando hoje significa que não irão comprar mais na semana que vem.
    • Exemplo 1: pequenos mercados podem estar com vendas boas agora, mas o MOTIVO disso é que mutias pessoas estão comprando para estocar alimentos e produtos. Sendo assim, as vendas destes mercados deverá cair nas próximas semana.
    • Exemplo 2: e-commerce (compras pela internet) podem estar vendendo normalmente pois além de não necessitarem de circulação de pessoas em lojas físicas, as pessoas que estão em casa têm mais tempo disponível para pesquisar produtos e comprarem coisas pela internet.
    • Exemplo 3: oficinas mecânicas podem ter queda pequena de movimento, pois poderá haver um comportamento das pessoas de levarem seus carros para consertos e manutenções, uma vez que deverão ficar em casa e não vão utilizá-los.

Empresas diferentes serão afetadas de formas diferentes. Analise profundamente os motivos pelos quais suas vendas estão caindo ou não estão caindo.

Coisas que sua empresa pode (e deve) fazer agora

No meu artigo Como minimizar os impactos do Corona Virus nos negócios de sua empresa? eu descrevo algumas ações que as micro e pequenas empresas podem e devem tomar neste momento para minimizar os efeitos da crise, pelo menos mantendo-se conectadas a seus clientes constantemente.

Empresas também devem suspender investimentos como reformas, compras de máquinas, pois estes investimentos consomem dinheiro, que poderá faltar depois – caso a quarentena se estenda muito (de novo o TEMPO como fator de incerteza e de tomada de decisão)

E principalmente, é importantíssimo termos o entendimento de que, em um ambiente de incerteza, nós sabemos que o problema irá terminar sim e nossos negócios voltarão ao normal. É momento de preservar a empresa e os funcionários até que este momento chegue.

Mantenha-se informado diretamente em fontes seguras e oficiais do governo, como o Ministério da Saúde e o da Economia.

Vamos em frente!

César NC Consultoria Empresarial em Campinas - SP
César NC Consultoria Empresarial
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Coronavírus: 3 Ações Emergenciais Para Conter o Prejuízo de Sua Empresa Durante a Quarentena

A crise econômica disparada pela crise do Coronavírus tem potencial para trazer prejuízos para as micro e pequenas empresas, que terão queda de vendas. Esta queda será ainda mais acentuadas com a recente medida da Prefeitura de São Paulo de ordenar o fechamento da quase totalidade do setor de varejo, que pode ser copiado por várias cidades do Brasil.

Nos últimos dias venho escrevendo artigos, voltados para micro e pequenos empresários, na ideia de auxiliá-los em tomadas de decisões corretas que preservem o emprego e a viabilidade da empresa até o fim da quarentena que está instalada no país por conta do Coronavírus.

Coronavirus - Prejuízos para Micro e PEquenas Empresas

Coronavírus: Medidas Emergenciais ajudam as Pequenas Empresas (Simples Nacional e FGTS)

Como minimizar os impactos do Corona Virus nos negócios de sua empresa?

Coronavírus: Capital de Giro para Fluxo de Caixa de MPEs

Entretanto desde a última segunda-feira (16) estamos presenciando uma piora rápida no cenário da crise, que agora irá impactar micro e pequenas empresas diretamente em suas vendas.

Isto porque as pessoas estão sendo orientadas a não saírem de casa e, sendo assim, seus consumos de produtos e – principalmente – serviços deverá cair de forma severa.

O momento atual exige que micro e pequenas empresas, que estejam sendo impactadas com prejuízos causados pela crise do Coronavírus, tomem atitudes com objetivos únicos de

  • Preservação do Caixa da empresa
  • Preservação do Emprego
  • Preservação das Contas Pessoais do Empresário
  • Preservação das Condições de Operação da Empresa.

Listo aqui 3 ações que empresas devem tomar neste momento:

Coronavirus. Crise para empresas e trabalhadores

1. TOME CONSCIÊNCIA DA SITUAÇÃO DE FORMA CLARA

Sua empresa poderá passar por um período de queda no movimento pelos próximos meses. Com meus clientes de Consultoria, estou trabalhando com um horizonte de 75 dias de análises, custos e projeções financeiras (até 31/05), pois mesmo que a crise se atenue antes disso, suas consequências poderão se estender por mais algumas semanas além.

De outra forma, caso NÃO HAJA piora no movimento, então tudo estará bem para seu negócio.

É importante que micro e pequenos empresários SE ANTECIPEM a possíveis problemas futuros e ajam na preservação de seu caixa, na preservação do emprego e de seus sustentos próprios.

Esta situação é TEMPORÁRIA, isto é, nós já sabemos que uma epidemia viral tem um ciclo bem estabelecido de aumento de casos agora e diminuição gradativa dos casos. O que não sabemos, ou seja, nossa INCERTEZA é o TEMPO que este ciclo vai durar.

Esta crise não está afetando apenas sua empresa. Todas as pessoas e empresas com as quais você se relaciona estão passando pela mesma situação. Desta forma, honestidade e ajuda PODEM e DEVEM ser dadas e solicitadas para elas.

Este é um momento de PREJUÍZOS GENERALIZADOS. Ou seja, não haverá ganhos para nenhum setor da economia. Sendo assim, o melhor que os agentes econômicos (sua empresa, seus fornecedores, seu banco, seus funcionários) podem fazer é DIVIDIR o prejuízo.

Não é momento de obtenção de Lucros. É momento de PRESERVAÇÃO DE CAIXA para a manutenção mínima do seu sustento e dos seus funcionários.

Não é momento de GANÂNCIA. Ações de aumento súbito de preço neste momento irá impactar sua empresa NEGATIVAMENTE após o fim da quarentena. Seus clientes se lembrarão disso e não comprarão mais de você.

2. ENTENDA QUANTO VOCÊ TEM EM CAIXA E QUANTO TEM A RECEBER

Faça uma apuração sobre todos os valores que você tem em caixa, seja nas contas da empresa, contas pessoais.

Faça antecipações de Cartão de Crédito ou de outros recebíveis apenas na medida necessária para pagamento de contas que não podem ser adiadas. O setor financeiro (bancos e operadoras de cartão de crédito) não estão com fragilidade financeira, neste momento, e o Ministério da Economia já agiu na preservação da capacidade financeira dos Bancos.

Faça uma apuração dos valores que tem a receber em boletos, por exemplo, que você tem medo de não receber de seus clientes. Esteja atento aos sinais de inadimplência e, na medida do possível, negocie já com seus principais clientes formas de você receber deles.

3. RENEGOCIE CUSTOS FIXOS FUTUROS COMO ALUGUEIS, EMPRÉSTIMOS E BOLETOS DE FORNECEDORES

Coronavirus: empresas devem negociar dividas com fornecedores e aluguel

Ao invés de simplesmente atrasar boletos relacionados com os custos fixos da empresa, o micro e pequeno empresário deve tomar a frente do negócio e se antecipar à uma possível – e provável – queda brusca de suas vendas.

Haja de forma pró-ativa em todos os casos:

  • Entre em contato com seu locador ou imobiliária e proponha acordos suspensão / atraso de aluguel, com compensação posterior, após o final da crise. Faça documentos ou emails documentando esta negociação, pois elas demonstram uma ação de boa fé, mesmo nesta situação complicada.
  • Para cada um de seus fornecedores, some todos os boletos que vencem até 31/05, mês a mês. Analise quais são os fornecedores com maiores valores a receber e avalie com eles a melhor forma de equacionar os pagamentos.
  • Deixe claro para eles que você está agindo PREVENTIVAMENTE e de boa fé e que irá restabelecer seu fluxo financeiro após o fim da quarentena
  • Dividas como pagamento de empréstimos que possam ser negociadas, também devem ser endereçadas neste momento, para evitar saídas de dinheiro que não sejam para sustento da operação ou dos funcionários.

3. Não haja de má fé. Isto irá prejudicar a imagem de sua empresa depois.

Há um ampla compreensão de toda a população de que estamos passando por um momento de crise, que nos atingiu a todos subitamente.

Sendo assim, uma falta de dinheiro temporária não é motivo de embaraços ou vergonhas por parte dos empresários. É momento de cuidado na preservação de caixa e preservação de empregos.

Não é momento de obtenção de Lucros. É momento de PRESERVAÇÃO DE CAIXA para a manutenção mínima do seu sustento e dos seus funcionários.

Não é momento de GANÂNCIA. Ações de aumento súbito de preço neste momento irá impactar sua empresa NEGATIVAMENTE após o fim da quarentena. Seus clientes se lembrarão disso e não comprarão mais de você.

César NC Consultoria Empresarial em Campinas - SP
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Coronavírus: Capital de Giro para Fluxo de Caixa de MPEs

O Capital de Giro, que sustenta o fluxo de caixa de Micro e Pequenas Empresas é sempre de curtíssimo prazo. Por conta da epidemia do Corona Virus, a Caixa anunciou uma ampliação na oferta de Capital de Giro para “blindar” financeiramente as empresas que possam ser prejudicadas com quedas nas vendas.

Coronavirus: Caixa Anuncia Capital de Giro para Micro e Pequenas Empresas
Presidente da Caixa, Pedro Guimarães Imagem: AFP

(…) esse capital de giro é voltado para as empresas que estão no foco da Caixa e, por isso, não será oferecido para todas as grandes empresas. Ou seja, é voltado para as micro, pequenas e médias empresas de qualquer segmento e para as grandes empresas que sejam ligadas às áreas de imobiliária e infraestutura.

As empresas também poderão adiar por 3 meses os pagamentos do Simples Nacional e do FGTS, como parte das medidas econômicas anunciadas pelo Ministério da Economia .

O objetivo destas medidas, entretanto, é a “preservação do emprego”, ou seja, para que as empresas transfiram os pagamentos do Simples e do FGTS diretamente para o pagamento de salários durante a crise.

Ainda com esta ajuda, é possível que muitas empresas tenham suas vendas reduzidas, seja pela diminuição do movimento dos clientes, seja pela necessidade de paralisarem seus funcionamentos por um período mais alongado. Por isso, a opção do Capital de Giro se apresenta como alternativa.

Em primeiro lugar, pense em coisas que você pode fazer para diminuir o impacto da crise do coronavírus em sua empresa, escrevi um artigo sobre isso, acho que vale a pena você ler.

Capital de Giro e Fluxo de Caixa

Capital de Giro durante a pandemia do Coronavírus

Micro e pequenas empresas têm um ciclo financeiro curtíssimo. Pagam o que devem hoje com o dinheiro que receberam ontem. Este é o fluxo de dinheiro ou “Fluxo de Caixa”. Organizar este fluxo de caixa para meus clientes é exatamente meu dia a dia como consultor empresarial.

Em um cenário de queda nas vendas, as empresas correm o risco de ficarem sem a capacidade de pagamento de:

  • Fornecedores (parte do Custo Variável)
  • Contas Mensais recorrentes (os Custos Fixos, como aluguel, salários, serviços, etc).

Ainda temos muitas incertezas sobre quanto tempo esta crise irá durar, mas temos a CERTEZA de que ela vai acabar. Desta forma, é extremamente importante que as micro e pequenas empresas se cuidem para que não sejam forçadas a fechar as portas, uma vez que em breve suas vendas serão retomadas.

O Capital de Giro, portanto, é um montante de dinheiro que deve ser suficiente para que a empresa mantenha seus pagamentos em um cenário de queda de vendas.

Como calcular quanto eu preciso de Capital de Giro

Coronavirus: Sua empresa terá fluxo de caixa?

É hora de sentar e fazer conta. Não tenha dúvidas, Presidentes, CEOs e Diretores de grandes empresas estão sentados fazendo contas NESTE EXATO MOMENTO. Você também deve.

Sente-se e pense nisso com tempo, cuidado e critério.

Os passos para saber qual será a necessidade de Capital de Giro para sustentar a empresa durante a crise do Coronavírus são:

  1. Pegue suas vendas de 3 meses anteriores (se a empresa tiver mais de um ano, pegue o período de março a maio de 2019) e calcule quanto a empresa vendeu. Tome este valor como base.
    • Se o movimento é diário, divida o valor total das vendas pelo número total de dias úteis e você terá uma ideia de sua venda diária.
    • Se o movimento for melhor visualizado mensalmente (exemplo, empresas de serviços), tome como valor base os faturamentos mensais
  2. Faça uma planilha simples de Excel e coloque todas as contas que terá de pagar até junho deste ano. Boleto por boleto, dia a dia, salários, transferências, débitos automáticos, etc.
  3. Crie 2 cenários de quedas de venda em comparação com o período que vocÊ apurou no item 1. Por exemplo, se as vendas caírem 25% ou se caírem 50%.

Pronto, agora você tem 2 cenários de recebimentos que poderá confrontar com os pagamentos que terá de fazer, pelo período de hoje até junho.

Faça uma análise simples, somando tudo o que poderá vender (com 25% e 50% de queda) de hoje até junho e subtraindo tudo o que terá de pagar até junho também. Caso esta conta demonstre que o total que vai receber não será suficiente para pagar tudo o que precisa, sua empresa terá problema de Capital de Giro.

Isso não significa que você precisará tomar empréstimos de bancos, necessariamente.

Como saber se devo tomar empréstimo para Capital de Giro

Coronavirus: Hora de fazer acordos para preservar seu fluxo de caixa

Priorize “acordos” com fornecedores e outros credores ao invés de simplesmente atrasar contas sem dar satisfação. Todos estamos no mesmo barco e todos seremos prejudicados. É nosso dever MINIMIZAR os efeitos disso.

Se você detectar que não conseguirá honrar com seus pagamentos até junho, se as vendas caírem 25% ou 50%, é hora de pensar ANTECIPADAMENTE sobre o que fazer. Algumas alternativas antes de tomar empréstimos, incluem:

  • Avalie quais pagamentos você poderá atrasar, mesmo que pague com juros posteriormente. Estes juros certamente serão menores do que juros de empréstimos de bancos.
    • Para atraso de contas de fornecedores, procure deixá-los cientes de sua situação e, se possível, renegocie já os boletos futuros que você tem. Assim eles também ficarão preparados para a queda de recebimentos para as empresas deles.
  • Avalie quais atrasos podem te prejudicar imediatamente, por exemplo, boletos ou contas que geram protestos rapidamente. Avalie se o valor a ser atrasado compensa o problema de ser protestado.
    • Entenda que esta situação é TEMPORÁRIA. Desta forma, algum desgosto com possíveis protestos agora são mais do que compensados com o fato de você manter sua empresa viva.
  • Priorize o pagamento de salários e evite atrasos ao máximo. Seus funcionários são tão vítimas de toda a crise do Coronavírus como você. E precisam dos seus salários para suas necessidades básicas neste momento.

Equacionadas as contas que você pode atrasar ou renegociar, seus pagamentos até junho será reduzidos FORTEMENTE e assim, é possível que isso compense a queda das vendas. Pronto. Você não precisa buscar empréstimos em bancos.

Por outro lado, caso mesmo atrasando as contas você veja que não conseguirá pagar tudo se as vendas caírem 25% ou 50%, então você precisará de fonte externa de recursos (porém menor do que se não fosse atrasar as contas).

Aí sim pode ser o caso de tomar um empréstimo para utilização APENAS para sustentação das contas a serem pagas neste período definido até junho ou julho.

Quanto de Capital de Giro devo pegar?

Apenas o suficiente para o pagamento de suas contas e com o máximo possível de parcelas. Preferencialmente 24 a 36 meses. Desta forma você estará “diluindo” o prejuízo desta crise pelos próximos 2 ou 3 anos, o que será sustentado pelas suas vendas no futuro.

Converse com o gerente de sua conta e avalie as linhas disponíveis, valores, prazos, taxa de juro e faça várias simulações de Valor de Empréstimo e Valor de Parcela. Assegure-se de contratar um Capital de Giro com parcelas que sejam suaves para você pagar após o fim da crise do coronavírus.

Como acessar linhas de crédito do Governo

Eu liguei diretamente para o atendimento da Caixa nesta manhã (18.03). A orientação passada foi a de que o empresário deve se dirigir a uma agência e conversar diretamente no atendimento ou com um gerente.

Meu conselho é que você faça isso, pelo menos para conhecer o que está disponível, mesmo que decida não fazer o empréstimo. Pelo menos terá uma “porta aberta” caso precise em breve e tudo correrá mais rapidamente (aprovação de cadastro, contratos e disponibilização de capital).

Veja a lista de agências da Caixa neste link.

Mantenha-se informado

Encarar uma situação de crise é muito mais fácil se nos mantemos informados corretamente.

Não acredite nem espalhe notícias por redes sociais ou WhatsApp sem verificar a fonte. Igualmente verifique mais de uma fonte confiável de notícias para poder confirmar.

Converse com outros empresários, maiores e menores que você, veja o que estão pensando, o que estão planejando e procure avaliar como está sendo o impacto em seus empresas. Assim você se prepara para eventuais impactos nos seus negócios.

Vamos em frente!

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Coronavírus: Medidas Emergenciais ajudam as Pequenas Empresas (Simples Nacional e FGTS)

No dia de ontem (16.03.2020) o Ministro da Economia Paulo Guedes anunciou um abrangente pacote de medidas econômicas emergenciais, que ajudarão Micro e Pequenas Empresas durante este período de pandemia do Corona Vírus. Estas medidas impactam nos pagamentos do Simples Nacional e do FGTS.

Paulo Guedes anuncia pacote de medidas emergenciais que prevem adiamento dos pagamentos do Simples Nacional e do FGTS

É extremamente recomendável que você se informe com seu Contador sobre como proceder com pagamentos do Simples Nacional e do FGTS neste período. Ou consulte outro especialista da área.

Esta é uma boa notícia, pois agrega numa série de medidas que eu, com meus clientes de Consultoria, estamos implementando para que eles sofram o mínimo possível.

Em paralelo, é importante que Micro e Pequenas empresas se utilizem de estratégias comerciais e financeiras internamente, para minimizar os impactos da crise do Corona Vírus em seus negócios.

Estas medidas devem ter impacto positivo no Fluxo de Caixa das empresas, compondo uma série de providências que devem ser tomadas pelas empresas de forma preventiva.

Medidas Emergenciais que afetam Micro e Pequenas Empresas:

Dentro do total de R$ 147 bi anunciados, R$ 59,4 bi (40,4%) será destinado ao que o governo chamou de “medidas para manutenção do emprego”, isto é, medidas que afetam as empresas positivamente para que evitem demissões e para que não sofram com o peso do governo pelos próximos 3 meses.

São Elas:

1. Adiamento do Pagamento do Simples Nacional por 3 meses, durante a crise do CoronaVírus

As empresas poderão adiar, por três meses, o pagamento do Simples Nacional, que é apurado mensalmente sobre o faturamento bruto.

O Simples Nacional pode representar até 11% da Venda da empresa. Este percentual certamente compensa total ou parcialmente toda a folha de pagamento de uma empresa de micro ou pequeno porte.

É importante que as empresas PRESERVEM o pagamento de seus funcionários o máximo possível. Estas são pessoas que, como todos nós, dependem de seus salários principalmente para o enfrentamento da epidemia.

Desta forma, é importante que as empresas transfiram o dinheiro que iria para o Simples Nacional diretamente para o pagamento de salários (e não para outros custos fixos ou variáveis, neste momento)

Faça uma análise criteriosa de como esta medida pode te auxiliar financeiramente na tomada de decisão. Converse com seu Contador o mais rapidamente possível e trace sua estratégia.

2. Adiamento do Pagamento do FGTS, durante a epidemia

Assim como o Simples Nacional, as Micro e Pequenas empresas poderão adiar, também por 3 meses, o pagamento do FGTS para seus funcionários.

O FGTS representa 8% do faturamento das empresas optantes pelo Simples Nacional e, na medida do possível, o dinheiro que seria destinado a este pagamento deve ser destinado a pagamento de salários e benefícios (Vale transporte, vale alimentação)

Onde estamos hoje

É importante que sua empresa esteja viva ao final da crise do Coronavírus. Trabalhe hoje pensando apenas nisso.

Uma das Boas Práticas no nosso ramo de consultoria empresarial é a manutenção de nossa atenção em movimentos econômicos que podem afetar nossos clientes.

Em conversas com empresários e diretores de empresas de diversos tamanhos, os cenários que estamos traçando neste momento é o seguinte:

  • Previsão de queda do consumo das famílias nas próximas 4 semanas. Consumidores deverão cortar gastos com produtos não essenciais.
  • Previsão de queda do movimento B2B (negócios entre empresas) em virtude da paralisação parcial dos setores econômicos (empresas, escolas, academias, shopping centers, etc)
  • Adiamento do consumo de serviços por parte dos consumidores (consertos, reformas, manutenções, lazer)

As próximas 4 semanas serão críticas e não sabemos se este período pode se estender ainda mais.

As empresas devem fazer projeções financeiras que prevejam uma queda no faturamento diário, semanal ou mensal, analisar o fluxo de caixa e equacionar e priorizar os pagamentos que devem ser feitos.

Tome medidas preventivas o mais rapidamente possível. Caso a crise o Corona Vírus não se aprofunde muito, você estará bem. Caso se aprofunde, você estará preparado e pronto para tomar as ações necessárias.

Estamos no aguardo de informações sobre a disponibilização de recursos públicos ou privados para auxílio com Capital de Giro para Micro e Pequenas empresas e certamente colocarei aqui no blog assim que tivermos mais novidades.

 

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