Pandemia, Falências e Desemprego: Associações Comerciais Omissas, Agora Reclamam

As políticas de enfrentamento à pandemia do coronavírus, adotadas pelos governos estaduais e municipais, resultaram em milhares de falências e milhões de empregos perdidos.

Dois de meus clientes de consultoria tiveram que fechar as portas e seus faturamentos foram de aproximadamente R$ 200 mil mensais a ZERO em poucas horas.

Os clientes que permaneceram abertos, tiveram queda de 50% no faturamento, operam há 4 meses com prejuízos acumulados e tiveram deterioração extrema do fluxo de caixa.

Embora o iBovespa (de volta acima dos 105.000 pontos) demonstrem um “bom humor” do mercado financeiro com a retomada, esta reação não reflete (de forma alguma) o humor dos micro e pequenos empresários do Brasil.

O mercado financeiro trabalha com perspectiva de FUTURO e LONGO PRAZO, a Bolsa não está subindo porque o Brasil está reabrindo, mas porque as economias mundiais estão reabrindo e haverá um impacto positivo na economia brasileira, no FUTURO.

Política de Enfrentamento baseada no Fique em Casa

Governador João Dória e as medidas que resultaram em falências e desemprego

Baseada na diminuição da circulação das pessoas, a política centrou fogo no fechamento compulsório de grande parte da atividade econômica, atingindo micro e pequenas empresas em cheio.

Lojas, bares e restaurantes e outras atividades consideradas “não essenciais” foram obrigadas a paralisarem suas operações por ordem do Estado, algo nunca visto no Brasil e, até pouco tempo, impensável em uma nação que se propõe ser democrática.

Embora o motivo original tenha sido diminuir a movimentação social para que houvesse o aparelhamento do sistema de saúde, o que verificamos foi uma completa descoordenação de políticas, politização de medicamentos e, óbvio, corrupção. Muita corrupção.

Compras sem licitações superfaturadas se verificaram de respiradores até soro fisiológico, 3 governadores estão sob processo de impeachment e dezenas com investigações do Ministério Público.

Não suficiente, após 4 meses de fechamento, a reabertura econômica é tímida, por conta da suposta “cautela” dos governadores e prefeitos com a taxa de ocupação de leitos de UTI, aqueles mesmos que deveriam ter aumentado em número durante as quarentenas.

Fingindo Reabertura

Reabertura de Shoppings é tímida

Sob crescente pressão da sociedade, os Estados começaram a realizar reaberturas da economia, mas com restrições impensáveis. Shopping Centers entre 16h e 20h, o que para qualquer ser pensante, estimula uma maior aglomeração de pessoas do que se o funcionamento fosse das 10h às 22h.

O mesmo acontece com os comércios de rua, entre 11h e 15h (no Estado de São Paulo), gerando aglomerações no transporte coletivos, ruas comerciais e lojas.

Esta reabertura resultou em uma retomada de apenas 20% do faturamento das empresas, especialmente de varejo, ou seja, uma empresa que estava paralisada com faturamento zero e custos mínimos, agora está aberta, com custos maiores e faturamento abaixo do ponto de equilíbrio.

Muitas empresas que não morreram enquanto hibernavam, agora vão morrer por falta de comida.

Bares e Restaurantes

O exemplo, talvez mais absurdo, está na reabertura dos bares e restaurantes na cidade de São Paulo, com horário restrito das 12h às 17h e com número de mesas reduzidos.

Para a reabertura estes estabelecimentos tiveram que investir capital próprio na recomposição de estoques e recontratar pessoal. Porém os poucos clientes que forem, o farão efetivamente entre às 12h e 14h, horário de amoço.

Há poucos dias a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel) veio a público solicitar uma maior flexibilização de horários para o (agora desmoralizado) Governador João Dória, face o fechamento de empresas e a perda de mais de 300 mil empregos.

Quem se omitiu?

Fecomercio se omite diante das políticas que custaram milhares de empresas e milhões de empregos

Fato notório, porém, foi a completa omissão das Associações Comerciais e Industriais de todo o país, quando da adoção das medidas restritivas. Desde Fecomercio e Fiesp até associações de classes como de bares, restaurantes, academias, lojistas de shoppings, etc.

Não houve debate público nem tampouco questionamentos nas esferas judiciais, foro adequado para moderar o interesse público e as medidas do Estado. O silêncio de quem tem voz, custou caro. Mas não para eles.

Uma democracia se faz com debates e questionamentos e estas associações, que vivem do dinheiro de seus associados (os prejudicados), não representaram quaisquer questionamentos judiciais, ainda que para exercer uma pressão constante nos governantes, para deixá-los atentos às necessidades.

Agora, passados mais de 120 dias e com a micro e pequena economia em frangalhos, estas instituições se apresentam ainda timidamente.

Mas o estrago já foi feito.

Uma lição que se deve tirar da dita pandemia é que o poder deixado por si só, tende ao autoritarismo. Isto é automático.

Liberdades (individuais e econômicas) e democracia são EXERCÍCIOS diários que devem ser realizados pelos entes da sociedade, sob o risco de terem de se ajoelhar frente a decretos inconstitucionais assinados por governantes com agendas próprias e não coincidentes com o interesse público.

Compartilhe:

Pandemia de Crimes, Massacre de Empresas e Desinformação

As políticas de combate à pandemia de coronavírus, com imposição de fechamento da economia para provocar a diminuição da circulação da população está causando um massacre de micro e pequenas empresas no Brasil.

Apenas com uma razoável abertura é que poderemos contabilizar os cadáveres das pessoas jurídicas. Aquela lojinha de que você gosta, não estará mais lá.

O vídeo abaixo viralizou nas redes. Comerciante de Ribeirão Preto já em completo desespero financeiro. Apenas um dos empresários de que tivemos notícias.

O Governo Federal lançou mão de algumas poucas ajudas diretas às empresas, como o diferimento de impostos e soluções para a manutenção de empregos, mas as linhas de crédito emergenciais empoçaram no sistema financeiro, como descrevo longamente neste vídeo.

O “combate” à pandemia

Os governos estaduais e municipais não cumpriram com o combinado originalmente e não aumentaram a capacidade de atendimento do sistema de saúde, embora tenham recebido repasses de mais de R$ 60 bilhões de reais para o combate da pandemia.

O Hospital de Campanha do Anhembi, por exemplo, recebeu investimentos parciais e nem chegou a receber pacientes, conforme revelado pelas fiscalizações de Deputados da Alesp. Pedidos de impeachment por crimes de responsabilidade contra o Governador Dória foram arquivados pelo Presidente da Alesp, Cauê Macris, correligionário do governador.

Foram instalados inquéritos para apuração de corrupção na compra de insumos de saúde no RJ, SP, AM, RN, DF, MS, que revelou algo claro:

Recursos públicos, destinados ao aumento da capacidade de atendimento do sistema de saúde foram desviados através de compras fraudulentas, prejudicando o combate à pandemia e, por consequência, dizimando micro e pequenas empresas.

Na medida em que os recursos financeiros foram desviados, houve a imposição da necessidade de um maior período de fechamento da economia por falta de leitos. Ou como dizem os gestores, pela “alta taxa de ocupação”.

Quem estudou um pouco de matemática, entende que esta taxa pode ser alta porque há muitos casos ou pode ser alta porque há poucos leitos.

Micro e Pequenas empresas trabalham com fluxo de caixa de poucos dias, imaginem terem seus faturamentos diminuídos em 50%, 70% ou até mesmo em 100%, como no caso dos lojistas de Shopping Centers e galerias de compras.

Meus clientes de consultoria, que foram permitidos de funcionar, registraram queda de 50% de faturamento e estão operando abaixo do ponto de equilíbrio.

No Estado de São Paulo caminhamos para ASTRONÔMICOS 120 dias de fechamento da economia ou um terço do ano. Este número pode facilmente acelerar para 150 ou 180 dias, pois a decisão de abertura e fechamento está nas canetas dos governadores e prefeitos. E estes quando promovem a abertura, estão sendo barrados pelo poder judiciário.

A pandemia foi politizada da forma mais maquiavélica possível: sob o pretexto do bem de todos, tomou-se medidas para benefícios próprios.

O Papel da Imprensa

Como mídia (ou meio), o papel da imprensa é o de trazer os acontecimentos à uma linguagem palatável para a média da população.

Entretanto, a imprensa tradicional, severamente afetada por queda de audiência e cortes de gastos públicos com propaganda, assumiu um papel de “educadora” da população ao invés de “tradutora” dos acontecimentos e

impôs uma narrativa de ataques ao governo federal como pauta principal, causando danos inenarráveis à população através de desinformação.

Desconsiderou todas as opiniões, notícias e acontecimentos que não se alinhavam com suas linhas editoriais de ataque ao governo federal e se apoiou em uma comunidade de “especialistas” alinhados ao discurso para promover o pânico na população, impor o controle de comportamentos sociais e desqualificar opiniões contrárias.

O Jornalista Luiz Ernesto Lacombe foi demitido da Band após entrevistar ao jornalista Allan dos Santos, do Canal Terça Livre, que defende a pauta conservadora e já conta com mais de 1 milhão de inscritos.

Nesta medida, a mídia tornou-se o meio pelo qual os interesses políticos e criminosos de agentes públicos encontraram cobertura para prosperar livremente.

Embora haja uma perspectiva de punição a estes agentes o estrago está feito. As perdas econômicas dos períodos de quarentena nunca mais serão recuperados.

2020

“Eu preparado para 2020” / “2020”

O ano que não poderá ser esquecido, para que nunca mais possa ser repetido.

A população brasileira não poderá, nunca mais, ficar à mercê de canetas avulsas que sirvam como meio para a imposição de medidas tirânicas de controle social, sanitização econômica, contraposição política e desvios de dinheiro público.

E isso que nem falamos dos interesses internacionais, que influenciaram todo este processo. Fica pra próxima.

Compartilhe: