Coronavirus: BNDES anuncia Capital de Giro para Micro e Pequenas Empresas

Coronavirus BNDES anuncia Capital de Giro para Micro e Pequenas empresas

No dia de ontem (22.03) e em decorrência da quarentena do Coronavírus, o BNDES anunciou, entre outras, uma linha de crédito para Micro e Pequenas Empresas, que totalizam R$ 5 bilhões de reais, com 24 meses de carência.

Conforme estou divulgando aqui já há alguns dias, o governo vem atuando com medidas que sustentem o fluxo de caixa de micro e pequenas empresas, nesta época de quarentena do coronavirus.

Os objetivos destas medidas são: a) a manutenção dos empregos, isto é, evitar que as MPEs tenham que demitir nesta época e b) a sustentação do fluxo de caixa da empresa para pagamentos totais ou parciais de seus custos fixos e variáveis.

Linha de Crédito Emergencial Coronavirus

A linha de crédito para micro e pequenas empresas, anunciada pelo BNDES, será repassada através da rede bancária.

No momento em que escrevo este artigo, o BNDES está informando que esta linha estará “vigente a partir da comunicação formal aos agentes financeiros credenciados, emitida por circular a ser encaminhada em breve”.

Característica desta linha de crédito são:

  • Para microempresas, pequenas empresas e empresas de até R$ 300 milhões de faturamento anual
  • Carência de 24 meses, prazo total de 60 meses
  • A empresas não precisa especificar a destinação dos recursos.

Desta forma, as empresas terão a possibilidade de sustentar seus fluxos de caixas (custos fixos e variáveis) no período de forte queda de faturamento e no período de retomada das vendas. E este suporte COMEÇARA A SER PAGO daqui a 2 anos e dividido em 36 meses (totalizando 60 meses de prazo total).

A não necessidade de especificar a destinação dos recursos, possibilita o uso do capital diretamente para pagamento de salários, fornecedores, contas a pagar correntes e futuras.

Ainda não há informações sobre necessidade de garantia / avalista / fiador, taxa de juros, taxas de contratação e também não há informações sobre como será aprovação de cadastro (mais ou menos burocrático)

Volto assim que tivermos mais informações.

Como eu e meus clientes estamos trabalhando?

Tenho clientes de áreas de atuação muito diferentes. Com todos eles, porém, já sentamos na semana passada para estudar seus prejuízos em vários cenários. (crise mais longa, menos longa, queda de venda em 25%, 50%, 75%).

Desta forma “estressamos” o fluxo de caixa da empresa e depois fazemos uma priorização dos pagamentos, nesta ordem em geral:

1. Empregos e Salários de Funcionários

  • Pagamento de salários e manutenção de empregos
  • Férias imediatas estejam vencidas ou não. O pagamento das férias negociados.

2. Pagamentos de Fornecedores

  • Empresas que não vão parar, mas vão funcionar com queda de vendas estamos priorizando fornecedores essenciais para manutenção destas operações específicas.
  • Fornecedores fora da prioridade sendo contatados e comunicados de possíveis atrasos nos pagamentos.

3. Pagamento de Aluguel

  • Suspensão do pagamento de alugueis, quando representarem mais de 10% do faturamento mensal da empresa.
  • Redução, negociação de alugueis que representam menos de 10% do faturamento
  • Manutenção do pagamento de aluguel em caso de única fonte de renda do locador

4. Contas Mensais

  • Atraso no pagamento de contas de luz, gas, água. Dinheiro guardado e destinado ao pagamento de salários.

Capital de Giro

Permanecemos trabalhando para evitar a tomada de empréstimos neste momento e atentos às notícias. Uma tomada de empréstimo agora deve ser muito bem considerada, principalmente no total emprestado.

Depois da crise, será mais fácil renegociar contas com fornecedores.

E será impossível deixar de pagar um empréstimo de grande banco se for mal feito hoje.

Vamos em frente. Para onde vamos um, vamos todos!

www.cesarnc.com.br

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Autor: César Cremonesi

Graduado em Engenharia pela UNICAMP, conta com vasta experiência em Gestão Empresarial, Plano de Negócios e Consultoria para Pequenas e Médias Empresas. Acumulou grande experiência como empreendedor nos ramos de internet, alimentos orgânicos industrializados. Foi fundador e diretor da marca de moda feminina XTORM, com lojas em Shopping Center de São Paulo. Em 2015 passou a atuar exclusivamente como Consultor Empresarial na Região de Campinas, SP, com clientes nas áreas de franquias, internet, autocenter, atacado e indústria. Em 2003, foi premiado no I Fórum de Projetos Sustentáveis da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

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